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terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Seis dicas simples para não errar na escolha de um carro usado



De 2012 para cá comprar um carro usado se tornou menos comum no Brasil, devido à facilidade de se adquirir um carro 0km. Outro problema, esse já antigo, é a dificuldade de se achar um veículo usado de qualidade. Dentro deste segundo motivo, encontramos ainda mais uma barreira: a quantidade de pessoas ou lojas querendo vender gato a preço de lebre. E em 2014, o aumento no valor dos carros novos levará muitos consumidores a optar por opções mais baratas, mesmo sabendo dos riscos.

Que é mais garantido comprar um carro novo todos nós sabemos, mas o carro usado pode sim se tornar um bom negócio se você souber administrar a compra. Fique esperto: se a sua garagem está tão vazia quanto o seu bolso e você quer mudar essa situação, a matemática é relativamente simples. Trouxemos algumas dicas que te darão boas chances de uma boa compra.

1º – Planeje-se
Antes mesmo de começar a procurar busque colocar no papel o que você quer (marca, modelo, segmento, ano, valor, cor, etc.) e nem pare para olhar opções que fujam do que você listou. Financeiramente, saiba quanto você tem para dar de entrada (caso não compre à vista) e não se esqueça de deixar um dinheiro reserva para documentação, combustível, seguro ou alguma manutenção mais simples.

Se você está pensando em dar sua moto de entrada, saiba que, nesses casos, chegam a oferecer por elas até 50% a menos do valor da tabela FIPE, e você não conseguirá muito a mais do que isso. Nesse caso, aumente um pouco as prestações e prefira continuar com ela, o que será uma boa pedida para o dia a dia.

2º – Dê preferência por um veículo “particular”
As chances de fechar um bom negócio em questão de valores e qualidade são maiores se a compra for de um modelo particular, de preferência “único dono”. Vale até arriscar dar aquela “pechinchada”. Mas não esqueça que você não terá a quem reclamar em caso de problemas. Por isso, preste atenção na próxima dica.

3º – Faça um check-up completo
Não deixe de mostrar desconfiança. Peça para ver documentações e o histórico do carro pelo site do departamento de transito local. Confira detalhes como número do chassi, pintura, falhas nas portas e capô (podem indicar que o carro foi batido), pneus e equipamentos de segurança. Também use sistemas que vendem checagens completas pela internet, por um valor. E não deixe de dar uma volta dirigindo o carro antes de fechar negócio.

Que tal aproveitar a saída e leva-lo a um mecânico de confiança? Combine um horário com ele e leve o carro e o atual proprietário junto. É bom que ele saiba de sua preocupação. Essa é a principal dica de todas, e pode valer mais a pena do que você imagina.

4º – Não quer incômodos? Dê preferência por uma autorizada
Nada contra outras lojas, mas se não encontrar um bom carro particular ou simplesmente optar por comprar em uma loja, dê preferência por autorizadas, de preferência da marca do usado que está comprando. Você pagará um pouco a mais, mas deve saber que a mecânica desses carros é revisada já nos primeiros dias na loja. E em casos de problemas mais sérios, você tem um vendedor a quem recorrer.

Falando em vendedor, não dê tanta confiança a conversas do tipo “dava pra vender como se fosse novo” ou “por cinco anos, você não vai se incomodar”, principalmente se você não for amigo de longos carnavais de quem lhe atende. Vendedores honestos existem, mas “picaretas” ainda batem à nossa porta, e pode ter algum cheio de vontade de te fazer levar um problema para casa. E lembre-se de que, independente da loja que você comprou o veículo, é possível recorrer ao PROCON e à Justiça em casos de problemas, desde que você tenha nota fiscal do carro comprado.

5º – Cuidado com os conselhos e não de ouvidos a certos mitos
Jargões do tipo “carro usado não presta”, “carro 1.0 com ar-condicionado não anda”, “carro é questão de sorte”, entre outros, são tão comuns quanto inúteis. Há quem diga que “se arrancar em terceira quer dizer que o carro está bom”, mas perceba que se fizer isso para testar, você pode danificar e até fundir o motor que até agora funcionava perfeitamente, e pode ter de arcar com os prejuízos.

O mais clássico é aquele que diz que carro usado perde muito valor. Analise comigo: qualquer carro perderá o valor, desde o Chevette dos seus avós até a Ferrari dos seus sonhos. Não tente fugir dos custos: o conforto tem seu preço.

Esqueça opiniões sem valor como as citadas acima e tantas outras (e você ouvirá muitas). Chame seu mecânico de confiança que será de mais valia. E não peça a opinião de toda a sua rede de amigos, e sim procure perguntar a duas ou três pessoas que já tenham tido ao menos dois carros para um prazo de no mínimo cinco anos, de preferência do modelo escolhido. Alguém que tenha tido muitos carros em pouco tempo talvez tenha trocado por ter caído em muitas compras ruins, e alguém que comprou seu primeiro há menos de um ano dificilmente conhecerá bem do assunto para dar bons conselhos.

6º – Aproveite as oportunidades
Fique atento ao que aparenta ser um bom negócio e tente não o perder, especialmente se você estiver em dia com as dicas acima. E se o medo de comprar um usado já te fez perder mais de uma oportunidade, tenha certeza: está na hora de buscar um 0km mesmo. As chances de acertar são infinitamente maiores.

Por fim, não esqueça que você está comprando uma máquina, que como qualquer outra, está sujeita a defeitos. No geral, você não poderá prever que um carro dará problemas, mas poderá diminuir as chances de erro, desmentindo quem diz que carro é questão de sorte. E não pense apenas nos custos, mas também no seu conforto e nos benefícios que o carro trará a você.

Enfim, dependerá mais de você do que de sua sorte. Mire sempre um bom negócio.

Por Gilberto Belin

Fonte: Notícias Automotivas.

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